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Grupo de Apoio a Empreendimentos Ecossolidários - GAEE

Tendo em mente que a experiência de relativo sucesso da parceria entre as searas Economia Ecológica e Economia Solidária contribuem para a promoção de um desenvolvimento socioeconômico mais concreto, garantindo uma maior participação das comunidades na gestão de seus recursos, o VIÈS - Núcleo de Economia Política decidiu, em consonância com seu fundamento de ser um polo difusor de teorias e práticas econômicas alternativas, expandir suas atividades na área de Extensão criando o Projeto de Apoio a Empreendimentos Ecossolidários. O Projeto prestará assistência na concepção dos empreendimentos, fornecendo cursos de capacitação em Economia Solidária e ao longo de seu desenvolvimento, acompanhando e assessorando as atividades desenvolvidas no âmbito comunitário. O Projeto pretende assim contribuir com o desenvolvimento local pela formação autogestionária e capacitação das comunidades. Desta forma, cientes de que a Universidade pode ser um agente fundamental na proposição e execução de propostas alternativas ao modo de produção capitalista tradicional, contribuindo para a transformação social do quadro de miséria extrema e desequilíbrio ambiental em que convivemos na contemporaneidade. Ademais, o desiderato da iniciativa é apontar uma possibilidade de melhoria da qualidade de vida das pessoas envolvidas nas atividades dos empreendimentos ecossolidários mediante a observância do tripé da sustentabilidade: economicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente justo.

É nessa perspectiva que se insere o projeto ora proposto: conferir apoio transdisciplinar às comunidades que mantém empreendimentos com base nos princípios da Economia Ecológica e Economia Solidária no Estado do Ceará. Ao longo do ano de 2017, mantivemos uma exitosa parceria com o Instituto Banco Palmas. A partir da criação do referido banco e a utilização da moeda social, o palma, a economia local do bairro expandiu-se, o que permitiu uma maior integração interna da localidade e um desenvolvimento social mais efetivo, pelo protagonismo que as iniciativas locais, apoiadas pelos habitantes do Bairro, passaram a desempenhar. Tendo em mente uma perspectiva mais ampla de desenvolvimento, que envolva a real inclusão social e política das comunidades na sua gestão (autogestão), aliada a uma melhoria de seu bem-estar em consonância com a preservação do meio-ambiente, a Economia Ecológica e Economia Solidária lança fundamentos para uma ampla mudança na vida das comunidades envolvidas. Com isso, o VIÈS, em parceria com o Instituto Banco  Palmas, está aplicando o Curso de Economia Ecológica para a comunidade do bairro Conjunto Palmeiras e adjacências. Trata-se, portanto, de um projeto que contribuirá para estreitar as relações entre a UFC e a sociedade civil. Inicialmente,  faz-se a coleta de informações, para sabermos a realidade atual do espaço analisado. A segunda etapa é a de mostrar a comunidade um novo modelo econômico, tendo como base as searas já supracitadas. E, por fim, fazer comparações entre o que acontecia na comunidade antes do projeto e depois do projeto.

Em 2017, houve reuniões de trabalho com representantes do Instituto Banco Palmas em que traçamos um plano de ação a longo prazo que envolve diversas ações contínuas e específicas que podem ser desenvolvidas no âmbito dessa parceria, tais como: assessoria econômico-financeira, contábil, ambiental e administrativa; formação política e econômica; e educação socioambiental.

No ano de 2016, sobretudo, o projeto atenuou-se ao que concerne à formação econômica e política das lideranças das comunidades da Rede Tucum (Turismo Comunitário). Todavia, os desafios que se vislumbram para o presente ano dentro das iniciativas retro mencionadas são de incomensuráveis envergaduras, haja vista a própria dimensão territorial da Rede que integra 14 grupos  comunitários dispersos pelo litoral cearense: Assentamento Coqueirinho (Fortim), Comunidade da Volta (Fortim) Assentamento Maceiós (Itapipoca), Associação Mulheres em Movimento (Fortaleza), Batoque (Aquiraz), Caetanos de Cima (Amontada), Centro de Formação, Capacitação e Pesquisa Frei Humberto (MST) (Fortaleza), Curral Velho (Acaraú), Flecheiras (Trairi), Jenipapo-Kanindé (Aquiraz), Ponta Grossa (Icapuí), Prainha do Canto Verde (Beberibe), Tapeba (Caucaia), Tatajuba (Camocim), Tremembé (Icapuí). O projeto  focará tais grupos comunitários que compõem a Rede Tucum e será orientada por uma estratégia de fortalecimento das atividades tradicionais como a pesca, o artesanato e a agricultura camponesa. Para isso, deverá proporcionar informações e elementos que permitam qualificar o processo de formação de jovens para a gestão do turismo comunitário, favorecer o incremento da produção local (pesca, artesanato, agricultura, confecção e serviços) e induzir ao desenvolvimento criativo de novas atividades que são próprias do turismo comunitário. O aumento da renda familiar será uma consequência da expansão da oferta de bens e serviços turísticos. Em 2018, pretendemos continuar desenvolvendo a ação no bairro conjunto palmeiras, continuar apoiando na construção da Agrofloresta no Condomínio Espiritual Uirapuru e realizar assessorias nas comunidades vinculadas a rede TUCUM. Nesse sentido, entendemos ser necessária a ampliação do número de bolsistas envolvidos no Projeto para a consecução de nossos objetivos para o presente ano, justificando a  demanda direcionada à estimada Pró Reitoria de Extensão da UFC.

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Viès - Núcleo de Economia Política

Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade

Universidade Federal do Ceará - CE / Brasil

vies.sep@gmail.com

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